O Agora acompanhou seis dependentes de crack levados à unidade.
Cinco chegaram à AMA juntos em uma van às 11h. Só dois conseguiram vaga em uma clínica, e foram transferidos no fim da tarde para o Said (Serviço de Atenção Integral ao Dependente) Heliópolis (zona sul), unidade de internação.
Um desistiu de aguardar e foi embora e os outros dois ficaram à espera das vagas, sem sucesso, até as 19h --horário em que a AMA fechou.
O sexto chegou às 14h30. Como também não conseguiu vaga, foi às 17h30 a um albergue da prefeitura na Barra Funda.
Moradora da cracolândia há 15 anos, a cabeleireira Érica Aguiar de Lima, 29 anos, ficou sem vaga.
Ela disse que ação anticrack, feita pela Polícia Militar desde a última terça-feira, contribuiu na decisão de procurar tratamento.
"Ficou perigoso. A gente não consegue nem dormir direito. Mas, o absurdo é eu ficar o dia inteiro e não conseguir vaga."
Resposta
A Secretaria Municipal da Saúde disse em nota que vai apurar por que os usuários não receberam atendimento e tratará de corrigir os erros e punir os responsáveis.
A pasta informou que o fato de três dos seis usuários de crack acompanhados pela reportagem não terem recebido tratamento "não corresponde à orientação passada pela pasta".
Segundo a secretaria, todos aqueles que procurarem ajuda deverão ser atendidos. "Não é verdade que haja falta de vagas de internação. Elas existem e estão disponíveis a quem procurar ajuda", disse a pasta.
10/01/2012
Léo Arcoverde
do Agora
do Agora
Um comentário
Quer dizer que a Secretaria de Saúde afirma que há vagas? Que absurdo! É igual à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social que afirma ter vagas para as pessoas em situação de rua! É mentira, podem telefonar para a CAPE e pedir vagas, nunca tem vagas suficientes para atender a toda a demanda!
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